Goiás alcançou a melhor taxa de esclarecimento de homicídios do país, com aproximadamente 86% dos casos solucionados, o equivalente a nove em cada dez investigações concluídas. Os dados são da segunda edição do Diagnóstico das Unidades Especializadas em Investigação de Homicídios, divulgado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
O levantamento coloca Goiás na liderança nacional, à frente de estados como Mato Grosso, que registrou índice de 76,6%, e Paraná, com 75%. Na outra ponta do ranking aparecem Piauí, com 7,8%, e Alagoas, com 25% dos casos esclarecidos.
Segundo o Governo de Goiás, o resultado é reflexo dos investimentos realizados nos últimos anos em inteligência policial, tecnologia, integração das forças de segurança e fortalecimento das unidades especializadas de investigação. O estado conta com a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), em Goiânia, além de estruturas especializadas distribuídas pelas 22 regionais da Polícia Civil.
O governador Daniel Vilela afirmou que o índice demonstra a capacidade do Estado de oferecer respostas rápidas à sociedade e garantir a responsabilização dos autores de crimes contra a vida. De acordo com ele, a combinação entre inteligência, integração e trabalho permanente das forças de segurança tem sido fundamental para os resultados alcançados.
O delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Ganga, destacou que a eficiência das investigações está diretamente ligada à atuação imediata das equipes nos primeiros momentos após o crime, período considerado decisivo para a coleta de provas e identificação dos suspeitos. O relatório também aponta que grande parte dos homicídios no estado é esclarecida entre dois e seis meses após a ocorrência.
Além do alto índice de elucidação, Goiás vem registrando queda contínua nos homicídios nos últimos anos. Dados do Atlas da Violência 2026 mostram redução de 58,4% na taxa de homicídios entre 2014 e 2024, uma das maiores do país. O estado também figura entre as poucas unidades da federação que mantiveram redução anual consecutiva dos índices de letalidade entre 2019 e 2024.
Para a Polícia Civil, o desafio agora é manter a liderança nacional, ampliar o uso de tecnologia e inteligência investigativa e reduzir ainda mais o estoque de casos pendentes, fortalecendo o combate à impunidade e a prevenção de novos crimes.