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Erika Hilton aciona PF após comentários com apologia ao estupro de jovem morta em salto de rope jump

A deputada federal Erika Hilton acionou a Polícia Federal para investigar perfis que publicaram comentários considerados criminosos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, vítima de um acidente durante a prática de rope jump em Limeira, interior de São Paulo. A parlamentar afirma que as mensagens continham apologia ao estupro, necrofilia e vilipêndio de cadáver, além de manifestações misóginas que ultrapassam os limites da liberdade de expressão.

Segundo a denúncia encaminhada à Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, diversos usuários das redes sociais passaram a publicar comentários sexualizando o corpo da vítima e incentivando atos de violência sexual mesmo após sua morte. Para Erika Hilton, o conteúdo representa não apenas uma ofensa individual, mas também uma forma de propagação da violência contra mulheres no ambiente digital.

A deputada argumenta que as publicações podem configurar crimes previstos no Código Penal, incluindo apologia ao crime e vilipêndio de cadáver. No documento enviado à PF, ela solicita a abertura de investigação criminal para identificar e responsabilizar os autores das mensagens.

Em manifestação pública, Erika Hilton afirmou que discursos que normalizam ou incentivam a violência sexual não podem ser tratados como simples opiniões na internet. A parlamentar também criticou a falta de moderação das plataformas digitais diante da circulação desse tipo de conteúdo.

Morte durante salto gerou grande repercussão

Maria Eduarda morreu no último sábado (13) após ser lançada de uma ponte de aproximadamente 40 metros durante uma atividade de rope jump. As investigações apontam que a jovem foi impulsionada para o salto sem que a corda de segurança estivesse devidamente presa ao equipamento. Ela chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.

O caso ganhou repercussão nacional após surgirem indícios de falhas graves nos protocolos de segurança da atividade. Autoridades também investigam a regularidade da operação responsável pelo salto, já que a estrutura utilizada não possuía autorização para a prática da modalidade, segundo informações divulgadas durante as apurações.

Além da investigação sobre as circunstâncias da morte da jovem, a denúncia apresentada por Erika Hilton amplia o debate sobre a responsabilização de usuários que utilizam as redes sociais para disseminar discursos de ódio, violência de gênero e conteúdos que incentivem práticas criminosas.

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