Representantes do setor produtivo goiano manifestaram preocupação com a proposta de mudança na jornada de trabalho 6×1, atualmente em debate no Congresso Nacional. Entidades ligadas ao comércio e à indústria avaliam que a alteração pode comprometer a competitividade das empresas brasileiras no cenário internacional.
A proposta prevê a redução da jornada semanal de trabalho, com possibilidade de adoção de um modelo de quatro dias trabalhados e três de descanso. Para lideranças empresariais, a medida tende a elevar os custos operacionais, sobretudo em setores que dependem de mão de obra contínua.
Segundo representantes do setor, o aumento de despesas com contratações ou pagamento de horas extras pode gerar impacto direto no preço final de produtos e serviços. Há também o temor de perda de competitividade frente a países que mantêm cargas horárias mais extensas, especialmente na indústria.
Outro ponto levantado é a baixa produtividade no Brasil. Lideranças empresariais defendem que, antes de reduzir a jornada, seria necessário enfrentar entraves estruturais, como qualificação da mão de obra, carga tributária elevada e custos logísticos.
As entidades também destacam que a legislação atual já permite ajustes na jornada por meio de acordos coletivos, o que garantiria maior flexibilidade para atender às particularidades de cada setor.
Por outro lado, a proposta encontra apoio de representantes dos trabalhadores, que argumentam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos profissionais, além de potencialmente aumentar a produtividade.
O tema segue em discussão e deve continuar mobilizando tanto o setor empresarial quanto entidades trabalhistas nos próximos meses.