- Instituto: IGAPE (Instituto Gazeta de Pesquisas)
- Contratante: TV Atual / Record News
- Registro TSE: GO – 04220 / 2026
Analise por: Eube Carvalho
Intenção de Voto: Governo de Goiás (Estimulada)
Daniel Vilela lidera a corrida com boa vantagem sobre o segundo colocado, Marconi Perilo
A análise detalhada dos dados revela um cenário de estabilidade para a base governista e desafios para a oposição. Abaixo, apresento o perfil dos candidatos e a análise demográfica completa:
Perfil dos Candidatos
- Daniel Vilela (MDB):

- Atual Vice-governador de Goiás, Daniel é filho do ex-governador Maguito Vilela. Sua carreira inclui ainda mandatos como Vereador, Deputado Estadual e Federal. Representa a continuidade da gestão Ronaldo Caiado, que possui 79,8% de aprovação no estado. Daniel colocou seu nome para disputa do Estado em 2018, e foi derrotado por Ronaldo Caiado, ficou em segundo Lugar naquela eleição.
- Marconi Perillo (PSDB):

- Nome histórico da política goiana, aparece com 22,3%, foi Governador de Goiás por quatro mandatos. Já ocupou cargos de Deputado Estadual, Deputado Federal e Senador. É o Pré candidato que possui o maior indice de conhecimento dos eleitores, dentre os postulantes desse pleito.
- Wilder Morais (PL):

- Empresário e atual Senador da República. Foi Secretário de Indústria e Comércio de Goiás no Governo Marconi. Sua base política é fortemente ligada ao campo conservador, consolidando-se como uma terceira via competitiva com 10,9% das intenções, muitos apostam no seu crescimento, por influência do partido e por já ter escolhido a sua vice, Ana Paula Rezende, filha do lendario Iris Rezende Machado, considerado por muitos o maior politico da história do Estado.
- Adriana Accorsi (PT):

- Delegada de Polícia Civil e atual Deputada Federal. Adriana já foi Deputada Estadual, é Filha do ex-prefeito de Goiânia, Darci Accorsi. Representa a base do governo federal em Goiás, mantendo uma votação fiel em torno de 9%, alguns dizem que o PT deve escolher outro candidato e Adriana deve viabilizar sua candidatura a Câmara Federal. Ela participou do ultimo pleito eleitoral para prefeito de Goiânia, ficando em terceiro lugar.
Telemaco Brandão (NOVO)
Advogado e ex-vereador de Goiânia pelo Partido Novo, destacou-se como o primeiro parlamentar da legenda na capital, focando em redução de impostos, transparência e combate a gastos públicos. Conhecido por comentários incisivos na mídia, ele defende pautas conservadoras e atua fiscalizando o Executivo.
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Dados Técnicos (Conformidade TSE)
Para a divulgação jornalística, é obrigatório constar os seguintes dados:
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- Instituto: IGAPE (Instituto de Pesquisas Igape)
- Contratante: TV Atual Record News
- Período de Coleta: 03 a 06 de março de 2026
- Amostragem: 1.200 entrevistas realizadas no Estado de Goiás
- Margem de Erro: 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos
- Nível de Confiança: 95%
- Registro TSE: GO – 04220 / 2026
Eleições 2026: Por que os números do IGAPE são um norte, mas não o destino final
O cenário político em Goiás começa a ganhar contornos mais nítidos com a divulgação da primeira pesquisa registrada do Instituto IGAPE.
No entanto, os dados atuais devem ser lidos com uma cautela estratégica. Historicamente, o mês de março, a sete meses do pleito, funciona como uma bússola, indicando o ponto de partida, mas raramente prevendo com exatidão a linha de chegada.
O Alerta de 2024: O “Efeito Gangorra” nas Urnas
Para entender o presente, é preciso olhar para o retrovisor recente. Em 2024, o cenário em três das principais cidades goianas sofreu reviravoltas drásticas entre o primeiro trimestre e a abertura das urnas.
O caso mais emblemático foi o de Goiânia, onde o senador Vanderlan Cardoso liderava com folga em março, mas terminou a disputa em um amargo quinto lugar. Em Aparecida de Goiânia, o deputado federal Professor Alcides ostentava números superiores a 80% das intenções de voto no mesmo período; ao final, foi derrotado, somando pouco mais de 30%. Fenômeno semelhante ocorreu em Anápolis, com Antônio Gomide (PT) liderando precocemente para terminar o pleito na segunda colocação.
Para visualizar essa volatilidade, o quadro abaixo resume as mudanças drásticas:
| Cidade | Liderança em Março | Posição Final | Observação |
|---|---|---|---|
| Goiânia | Vanderlan Cardoso | 5º Lugar | Queda acentuada ao longo da campanha |
| Aparecida | Professor Alcides | 2º Lugar | Tinha +80% e finalizou com ~30% |
| Anápolis | Antônio Gomide | 2º Lugar | Liderança inicial não se converteu em vitória |
O Tabuleiro de 2026: Movimentações Decisivas
Se os números atuais trazem um norte, as definições políticas que ocorrerão nos próximos dias serão o verdadeiro combustível das mudanças.
1. A Ascensão de Daniel Vilela
O final de março marca uma virada institucional: com o afastamento de Ronaldo Caiado, que foca em sua pré-candidatura à Presidência da República ou ao Senado. Daniel Vilela assumira o comando do Estado. A cadeira de governador dá a Daniel o “poder da caneta”, mas ele ainda enfrenta o desafio de costurar alianças, escolher um vice de peso e montar sua chapa de senadores completa.
2. O Peso Histórico de Marconi Perillo
Do outro lado, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) entra no jogo com um trunfo estatístico: nunca perdeu uma eleição para o Governo de Goiás. Marconi já derrotou nomes históricos como Maguito Vilela e Iris Rezende. O tucano agora busca um nome para compor sua vice e definir os senadores que darão sustentação ao seu projeto de retornar ao Palácio das Esmeraldas.
3. A Aposta da Direita: Wilder Morais e a “Chapa Pura”
O senador Wilder Morais (PL) optou por uma estratégia de identidade clara. Ao atrair Ana Paula Rezende (filha do ícone Iris Rezende) para a vice, Wilder não apenas abala o MDB, mas consolida uma chapa puro-sangue no PL. A grande aposta é a simbiose com Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência. Ambos compartilharão o número 22, buscando nacionalizar o debate e atrair o voto conservador goiano.
4. O Atraso da Esquerda
Enquanto a direita e o centro movimentam suas peças, o Partido dos Trabalhadores (PT) parece caminhar a passos lentos. A tendência é que Adriana Accorse busque a reeleição como deputada federal para garantir a bancada do partido em Brasília. Sem um nome definido para o Governo ou Senado, a esquerda goiana corre o risco de ficar sem palanque competitivo para o presidente Lula no estado.
Com toda a certeza teremos em 2026 um dos maiores pleitos eleitorais para o Governo de Goias.
Os números do IGAPE são o ponto de partida de uma maratona. Entre a troca de governo, a consolidação de alianças e o início oficial das campanhas, o quadro eleitoral de Goiás permanece aberto. A TV Atual / Record News seguirá acompanhando cada passo dessa jornada, onde a única certeza é que a definição ainda está longe de ser alcançada.



