O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) decidiu cassar os mandatos do prefeito de Joviânia, Max Pereira Barbosa, e do vice-prefeito Roudison Sabino Muniz, após julgamento de uma ação que investigou irregularidades nas eleições municipais de 2024. A decisão da Justiça Eleitoral concluiu que houve captação ilícita de sufrágio (compra de votos) e abuso de poder econômico, práticas consideradas graves por comprometerem a legitimidade do processo eleitoral.
O caso foi analisado pelo plenário do TRE-GO após recursos apresentados pela defesa contra sentença de primeira instância. No processo, foram apontadas evidências de um esquema que envolvia oferta de vantagens a eleitores em troca de apoio político durante o período eleitoral. Segundo os autos, as irregularidades incluíam distribuição de benefícios e outras ações que teriam influenciado diretamente o resultado da disputa municipal.
- Após operação da Polícia Federal, Luan Alves participa de sessão na Câmara de Goiânia sem manifestações no plenário
- Expansão da Avenida Leste-Oeste segue sem definição após paralisação de viaduto em Goiânia
- Prefeitura e Governo de Goiás entregam mais de 21 mil cobertores para famílias em situação de vulnerabilidade em Aparecida
Além da cassação dos diplomas do prefeito e do vice, a decisão também atingiu dois vereadores eleitos no município: Flávio Martins de Sousa e João Paulo Ferreira Rezende, que igualmente foram condenados no processo. O tribunal entendeu que as práticas investigadas tiveram gravidade suficiente para afetar a igualdade entre os candidatos e a lisura das eleições.
Como penalidade, os envolvidos foram declarados inelegíveis por oito anos e também condenados ao pagamento de multa. Apesar da decisão, ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prefeito Max Barbosa afirmou que não foi oficialmente notificado sobre o resultado e negou ter cometido compra de votos durante a campanha eleitoral.