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Caso Marielle: STF torna réus policiais acusados de vedar investigação

PGR diz que projetos de Marielle atrapalhariam planos de irmãos Brazão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal tornou, por unanimidade, réus três policiais por envolvimento no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Os últimos votos foram entregues nesta quinta-feira (21) em Julgamento Virtual.

Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antônio de Barros Pinto são acusados de obstruir as investigações do assassinato da vereadora e do motorista. Eles teriam agido a mando de Chiquinho e Domingos Brazão, condenados, em fevereiro deste ano, a 76 anos de prisão como mandantes do crime. Rivaldo foi condenado junto com eles a 18 anos de prisão.


Rio de Janeiro (RJ) 21/05/2024 - ATENÇÃO - Foto de arquivo feita em 16/04/2018 - O chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa  e o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj (na época), Marcelo Freixo após reunião na Polícia Civil para tratar do caso da vereadora Marielle Franco
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo

Rivaldo Barbosa, nomeado chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro na véspera do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Com a decisão, os três vão responder pelos crimes de associação criminosa e obstrução de justiça. Ainda não há data para o julgamento definitivo.

Segundo a denúncia, Rivaldo assumiu a chefia da Polícia Civil do Rio de Janeiro na véspera das mortes. No dia seguinte ao crime, nomeou Giniton como titular da Delegacia de Homicídios da Capital e o indicou para conduzir as investigações.


 O delegado da Polícia de Homicídios da Capital, Giniton Lages fala à imprensa sobre o caso Marielle Franco e Anderson Gomes no Palácio Guanabara, zona sul do Rio de Janeiro

Giniton Lages, nomeado por Rivaldo, como titular da Delegacia de Homicídios da capital  para conduzir as investigações do Caso Marielle. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A ordem era impedir que os verdadeiros executores e mandantes fossem descobertos, afirmou a Procuradoria Geral da República. Por isso, Giniton tentou incriminar Marcelo Siciliano e Orlando de Oliveira Araújo, com a anuência de Rivaldo Barbosa e Marco Antônio, que estava lotado da delegacia de homicídios.


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