O senador Wilder Morais (PL) lançou oficialmente, nesta sexta-feira (20 de fevereiro de 2026), sua pré-candidatura ao Governo de Goiás, dando início formal à mobilização eleitoral para o pleito estadual. O evento aconteceu na sede do Partido Liberal (PL) em Goiânia e contou com a presença de lideranças políticas regionais e nacionais, ampliando o quadro político para o processo de 2026.
A movimentação marca não apenas o anúncio da postulação de Wilder, mas também o alinhamento da legenda com uma agenda fortemente conservadora. Durante o ato, aliados reforçaram a ideia de que a candidatura representa um projeto de resistência à esquerda e uma alternativa à sucessão do atual vice-governador Daniel Vilela (MDB), apontado por adversários como principal concorrente.
Entre os presentes estavam deputados estaduais como Major Araújo e Delegado Eduardo Prado, além de prefeitos, vereadores e dirigentes do PL. O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, também participou, o que reforça o respaldo interno ao lançamento. A participação de Eduardo Bolsonaro, ainda que de forma remota, indicou a conexão do projeto goiano com o bolsonarismo em nível nacional.
No discurso, Wilder Morais defendeu um modelo de desenvolvimento focado no fortalecimento do setor produtivo, ampliação das liberdades econômicas e preservação dos valores conservadores, argumentando que esses princípios representam a maioria da população em Goiás. A fala ressaltou ainda a necessidade de derrotar “projetos que fragilizem princípios como liberdade e empreendedorismo”, numa referência às candidaturas adversárias.
O anúncio também teve repercussões imediatas no cenário político local. Setores do PL em Goiás haviam discutido alternativas para alianças com outras forças — como a base do atual governo estadual — mas a decisão de seguir com a pré-candidatura própria sinaliza um endurecimento da sigla em apostar no nome de Wilder para o Palácio das Esmeraldas.
Com o lançamento oficializado, a disputa eleitoral em Goiás ganha um novo protagonista na corrida pelo governo, em um cenário que tende a ser marcado por acirradas disputas internas e polarização ideológica nas próximas semanas.