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Seis meses após liquidação do Banco Master, R$ 2 bilhões seguem sem resgate no FGC

Seis meses após a liquidação extrajudicial do Banco Master, cerca de R$ 2,2 bilhões ainda não foram resgatados por investidores junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Os valores pertencem a aproximadamente 117,7 mil credores ligados a instituições financeiras do conglomerado Master, segundo dados divulgados pelo fundo.  

O maior número de investidores que ainda não solicitaram o ressarcimento está concentrado no próprio Banco Master e no Will Bank. No caso do Master, mais de 42 mil credores ainda não fizeram o pedido de saque. Já o Will Bank soma cerca de 37,9 mil clientes nessa situação, especialmente investidores com valores baixos a receber.  

O FGC já desembolsou aproximadamente R$ 39,7 bilhões em pagamentos relacionados à quebra do conglomerado, o equivalente a quase 98% do valor total previsto para ressarcimento. Ao todo, cerca de 915 mil investidores já recuperaram seus recursos.  

A liquidação do Banco Master foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, após investigações apontarem uma grave crise financeira e suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo operações de crédito. O caso se tornou o maior acionamento da história do Fundo Garantidor de Créditos, superando até mesmo o histórico colapso do Banco Bamerindus, nos anos 1990.  

Segundo especialistas do mercado financeiro, o episódio provocou forte impacto no sistema bancário brasileiro, já que o FGC precisou mobilizar cerca de um terço de suas reservas para garantir os pagamentos aos investidores afetados. O fundo cobre aplicações como CDBs, LCIs, LCAs e poupança em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.  

As autoridades ainda investigam possíveis fraudes contábeis e irregularidades atribuídas ao grupo controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, alvo de operações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.