O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, lançou nesta segunda-feira (23) o programa “Obras Cidadãs – Gestão que Resolve”, uma iniciativa da Prefeitura voltada à realização de pequenas intervenções urbanas em bairros da capital. A proposta foi apresentada como uma forma de descentralizar a execução de obras de baixo custo, com foco em melhorias pontuais que impactem diretamente a rotina da população, como reformas de praças, calçadas, iluminação pública e manutenção de equipamentos comunitários.
De acordo com o prefeito, as demandas para execução das obras devem partir da sociedade civil e ser formalizadas junto ao município por meio dos vereadores, que atuarão como intermediários entre os moradores e a gestão municipal. No entanto, Mabel ressaltou que a Prefeitura terá a palavra final sobre quais intervenções serão efetivamente executadas, e que nem todas as indicações se tornarão obras.
“Existem decisões que cabem a nós tomar. Eu vou fazer essa obra, mas não vou fazer. Agora, basicamente, quem xinga a gente o dia inteiro precisa entender que a comunidade vai ter que arrumar um vereador que tenha ligação com a gente. Por que eu tenho que atender um vereador que me xinga dia e noite? Não faz sentido”, declarou o prefeito durante o evento de lançamento, em referência às críticas que recebe de alguns parlamentares.
O prefeito afirmou ainda que vereadores de oposição poderão ter suas demandas atendidas, desde que as propostas sejam consideradas consistentes e tenham conexão com as reais necessidades da comunidade. A secretária de Governo, Sabrina Garcez, reforçou que o que mais importa é que as solicitações sejam legítimas e que todas venham acompanhadas de ata de reunião comunitária para comprovar a participação e prioridade da população.
Funcionamento do programa e investimentos
O programa “Obras Cidadãs” tem início previsto para abril de 2026 e prevê até 40 intervenções por mês, totalizando cerca de 480 obras ao longo do ano, com investimento anual estimado em R$ 15 milhões. Cada ação terá um valor máximo definido pelo município, com teto de custo por obra ou conjunto de serviços — segundo a Prefeitura, essa limitação é feita para permitir rapidez na execução e garantir que mais bairros sejam atendidos.
Após a apresentação da demanda, a Secretaria de Governo fará uma análise técnica e orçamentária antes de autorizar a obra. Uma vez aprovada, uma empresa contratada agenda a vistoria e o início dos trabalhos, o que busca dar agilidade ao processo e evitar burocracia excessiva.
Segundo a gestão municipal, a iniciativa tem como objetivo dar resposta mais rápida às necessidades dos moradores, reforçando a interlocução entre a comunidade, os vereadores e o Executivo. A expectativa é que, além das melhorias urbanas, o programa também facilite a resolução de pequenas demandas que muitas vezes ficam pendentes por causa de processos administrativos mais lentos ou falta de articulação direta.