O início oficial do ano legislativo na Câmara Municipal de Goiânia, realizado na manhã desta quarta-feira (25), aconteceu de forma muito além do protocolo habitual, com um cenário que parlamentares e observadores classificaram como caótico e carregado de tensão política. A sessão de retorno, que tradicionalmente abre o calendário de atividades da Casa, foi marcada por confrontos verbais, protestos no plenário e a ausência do principal convidado esperado: o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB).
Logo antes da sessão começar, o clima já mostrava sinais de conflito. Foi protocolado um pedido de impeachment contra o chefe do Executivo municipal, o mesmo foi apresentada por Igor Franco, vereador e ex-líder do governo na Câmara. A iniciativa gerou forte repercussão entre os pares e nos presentes. O vereador chegou à Casa Legislativa carregando um boneco inflável que ”zombava” do prefeito, símbolo que se tornou um dos focos das manifestações.
Com a galeria cheia de manifestantes, a sessão foi aberta oficialmente com a presença do presidente da Câmara, Romário Policarpo, e da vice-prefeita Coronel Cláudia Lira, que chegou a participar da mesa e, poucos minutos depois, deixou o plenário para cumprir agenda na Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).
O nome do prefeito Sandro Mabel era bastante aguardado no Plenário, mas ele não compareceu à sessão. Ao comentar a ausência do chefe do Executivo, o líder de Mabel na Câmara, Wellington Bessa, atribuiu o fato a um atraso causado por problemas no voo do prefeito. Segundo Bessa, o gestor teria enfrentado contratempos na viagem e não conseguiu chegar a tempo para a abertura da sessão, mas estaria presente nas atividades legislativas ao longo do semestre.
Sobre o pedido de impeachment, Bessa minimizou o impacto e afirmou que qualquer vereador tem legitimidade para apresentar requerimentos desse tipo.
Por: Jhulie Pinho