O prefeito de Camboriú (SC), Leonel Pavan (PSD), declarou fortes críticas à articulação do Partido Liberal (PL) para lançar Carlos Bolsonaro como candidato ao Senado Federal por Santa Catarina nas eleições de 2026. Pavan classificou a iniciativa como “uma loucura” e afirmou que a estratégia representa um desrespeito ao eleitorado local.
Segundo o prefeito, a decisão de trazer um político originário do Rio de Janeiro — onde Carlos Bolsonaro foi vereador por vários mandatos — para disputar uma vaga no Senado estadual passa a impressão de que Santa Catarina estaria sendo usada como “balcão de negócios” político, em detrimento de candidatos com vínculos e experiência no próprio estado.
Pavan criticou ainda o que considerou um ambiente de polarização exagerada, argumentando que a disputa entre extremos ideológicos não contribui para o debate público e ignora as reais necessidades da população catarinense. Ele afirmou que o eleitorado de Santa Catarina “não vai cair nessa”, sugerindo que a candidatura de Carlos Bolsonaro não teria aceitação suficiente nas urnas.
A transferência do domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina, realizada em dezembro de 2025, permitiu sua inscrição como pré-candidato ao Senado, mas também gerou atritos dentro do próprio PL. Parte da legenda defendia nomes locais para a disputa, como a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), enquanto outros aliados consideram alianças com políticos de outras siglas, como o senador Esperidião Amin (PP).
A oposição à candidatura não se limita a Pavan: outras lideranças políticas de Santa Catarina, incluindo membros do bolsonarismo regional, manifestaram reservas sobre o projeto, enfatizando a importância de candidatos com trajetória política consolidada no estado.