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PF aponta que hackers recebiam R$ 75 mil por mês para atuar em esquema ligado a Vorcaro

A Polícia Federal identificou que integrantes de um grupo de hackers investigado por ataques cibernéticos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro recebiam cerca de R$ 75 mil mensais para realizar invasões digitais, monitoramento ilegal e derrubada de perfis em redes sociais. As informações fazem parte da sexta fase da Operação Compliance Zero.  

Segundo a investigação, os hackers integravam um núcleo chamado “Os Meninos”, apontado como o braço tecnológico da organização. A PF afirma que o grupo era responsável por invasões telemáticas, acessos indevidos a dispositivos eletrônicos, monitoramento clandestino de comunicações e ataques virtuais contra alvos considerados desafetos de Vorcaro e do Banco Master.  

Os investigadores também identificaram a existência de outro grupo, conhecido como “A Turma”, que atuaria em ameaças, intimidações, obtenção irregular de informações sigilosas e coerção presencial. Conforme a PF, os dois núcleos funcionavam de forma integrada, com divisão específica de tarefas.  

Em mensagens obtidas pela investigação, Luiz Phillipe Mourão, conhecido como “Sicário”, teria detalhado como o dinheiro era distribuído entre os integrantes do esquema. Em um dos trechos citados pela PF, ele afirma que recebia os valores mensalmente e fazia a divisão entre os membros dos grupos.  

A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e teve entre os alvos Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, preso preventivamente sob suspeita de atuar na administração financeira dos pagamentos destinados aos grupos investigados. Além dele, policiais federais e outros suspeitos também foram alvo de mandados de prisão e busca e apreensão.  

De acordo com a PF, o esquema investigado pode envolver crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos, ameaça, corrupção e violação de sigilo funcional. A defesa de Henrique Vorcaro afirma que pretende contestar as conclusões da investigação e sustenta que os fatos ainda precisam ser esclarecidos no processo.