Com a candidatura de Gracinha Caiado ao Senado Federal nas eleições de 2026 ganhando forma, as articulações políticas em Goiás começam a apontar nomes que podem integrar a sua chapa, especialmente para a vaga de primeiro suplente (cargo de grande relevância estratégica em campanhas ao Senado). Entre os nomes mais cotados estão o ex-senador Luís do Carmo e o ex-ministro Alexandre Baldy, conforme relatos de fontes ouvidas por estes veículos nos bastidores da política estadual.
A escolha de um primeiro suplente transcende a formalidade estatutária: trata-se de um movimento que pode consolidar alianças, ampliar apoios partidários e fortalecer a base eleitoral da candidata principal. Para Gracinha, que surge como uma candidata com forte capital político e projeção em Goiás, a composição da chapa é vista como etapa decisiva na construção de um projeto competitivo rumo à Casa Alta.
Perfis em análise
Luís do Carmo tem trajetória consolidada no cenário político goiano. Empresário e com passagem pelo Senado como suplente de Ronaldo Caiado, ele possui forte atuação no interior do estado e trânsito entre lideranças políticas regionais. Seu nome é lembrado por interlocutores como agregador e estratégico para ampliar o alcance da campanha em municípios onde mantém influência histórica.

Já Alexandre Baldy traz um perfil diferente, com experiência na articulação em níveis mais amplos. Ex-deputado federal por Goiás e ex-ministro das Cidades, Baldy acumulou atuação em diferentes esferas da administração pública, inclusive em estados fora de Goiás. Sua rede de relações políticas e capacidade de diálogo com outras lideranças partidárias e setores do centro político são considerados atrativos — especialmente na construção de alianças que extrapolem o eixo tradicional goiano.

Decisão ainda em aberto
Apesar da circulação desses nomes nas rodas de conversas políticas, aliados próximos à candidatura de Gracinha destacam que ainda não houve definição oficial sobre quem será o primeiro suplente. As negociações dependem de articulações partidárias mais amplas e da construção de um arranjo que busque equilíbrio entre representação regional, influência política e cálculo eleitoral.
Nos bastidores, a avaliação é de que a vaga de primeiro suplente pode ser usada como uma importante peça de xadrez eleitoral — seja para amarrar apoios já existentes, seja para atrair novos aliados em um cenário que promete disputa acirrada no estado nas eleições de 2026.