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Julgamento do caso Henry Borel recomeça com depoimento de delegado

Julgamento do caso Henry Borel recomeça com depoimento de delegado

O segundo dia do julgamento do padrasto e da mãe do menino Henry Borel, acusados da morte da criança, de 4 anos, em março de 2021, começou com um pequeno atraso nesta terça-feira (26), mas sem intercorrências, no Segundo Tribunal do Júri da Capital.

Ontem, os advogados do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior fizeram várias manobras para adiar a sessão, enquanto a defesa de Monique Medeiros, mãe do menino, não se manifestou.

Ao longo do dia de hoje (26) estão previstos depoimentos de quatro testemunhas de acusação, sendo que o primeiro é do delegado Edson Henrique Damasceno. Ele acompanhou toda a investigação do crime e, por isso, é considerado peça-chave na construção da acusação.

Jairinho e Monique Medeiros respondem por vários crimes relacionados à morte de Henry, incluindo homicídio qualificado e tortura. A defesa de Jairinho informou que continua focada em questionar as perícias e a dinâmica das agressões sustentadas pela acusação.

Próximos passos

Segundo a promotoria, o julgamento deve se estender por até sete dias. Ao todo, 27 testemunhas de acusação e defesa serão ouvidas. Há, ainda, os debates entre acusação e defesa, antes do conselho de sentença, formado por cinco homens e duas mulheres, se reunir para votar. A sentença final dos réus será anunciada pela juíza Elizabeth Machado Louro.

Previsto na Constituição Federal, o Tribunal do Júri é o mecanismo mais democrático do sistema penal brasileiro, permitindo que crimes dolosos contra a vida, ou seja, aqueles com intenção de serem consumados, sejam julgados de forma compartilhada entre o magistrado e cidadãos comuns.


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