PUBLICIDADE

Investigação da PF reacende movimento por CEI do Banco Master em Aparecida de Goiânia

A recente operação da Polícia Federal (PF) em Goiás, que mira supostos crimes ligados a fraudes em instituições financeiras, voltou a impulsionar no município de Aparecida de Goiânia o debate sobre a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal para apurar irregularidades envolvendo o Banco Master e eventuais impactos deixados na cidade.

A mobilização dos vereadores ocorre após desdobramentos da investigação federal, que teriam relação com operações e negócios que chamaram atenção de autoridades, levando parlamentares municipais a argumentarem que é necessária uma investigação paralela sob a ótica local — com foco em contratos, concessões e eventuais prejuízos para cofres públicos ou para cidadãos da cidade.

Segundo líderes do movimento, a CEI é vista como instrumento legislativo essencial para esclarecer possíveis envolvimentos das administrações públicas locais com agentes ou operações vinculadas ao Banco Master, especialmente à luz de informações que surgiram no âmbito da investigação da PF. A articulação interna na Câmara de Aparecida tem como objetivo ouvir autoridades, solicitar documentos e, se necessário, encaminhar recomendações ou representações às instâncias competentes.

O que motivou a reação em Aparecida

A reação dos vereadores está diretamente ligada à operação deflagrada pela Polícia Federal que apura crimes financeiros e suspeitas de lavagem de dinheiro, entre outros delitos, envolvendo o Banco Master e figuras próximas ao setor financeiro. Embora a investigação tenha foco em âmbito federal e estadual, parlamentares de Aparecida argumentam que há interesses e negócios com ramificações no município que precisam ser esclarecidos.

Parlamentares que apoiam a iniciativa ressaltam que a CEI não é um julgamento, mas sim um instrumento de investigação administrativa interna, que pode ajudar especialmente a:

  • averiguar contratos ou relações de entidades públicas e privadas com o banco;

  • esclarecer possíveis envolvimentos de servidores ou agentes públicos;

  • proteger o patrimônio público municipal;

  • resguardar a transparência das relações entre o município e instituições financeiras.

Posições dentro da Câmara

Há divergências entre vereadores sobre a necessidade e o formato da CEI. Alguns defendem que a comissão só traga resultados se tiver amplo poder de investigação, com acesso a documentos, dados bancários e convocações de testemunhas, enquanto outros são mais cautelosos e pedem que o debate seja precedido por estudos jurídicos para evitar interpretações precipitadas.

Ainda de acordo com aliados do movimento, uma CEI pode reunir informações que complementem as investigações da Polícia Federal ou até desencadear diligências específicas sobre operações que envolvam o município ou cidadãos de Aparecida de Goiânia.

Repercussão e próximos passos

O presidente da Câmara Municipal de Aparecida, ao comentar o pedido de instalação da CEI, disse que o requerimento será analisado em plenário e que será verificada a sua conformidade jurídica e pertinência temática, antes de qualquer votação formal. Ele também ressaltou que a Mesa Diretora está acompanhando com atenção as ações da PF em Goiás, mas que a Câmara precisa agir com base em fatos concretos.

Moradores e lideranças comunitárias também têm acompanhado a movimentação e cobrado transparência por parte dos vereadores sobre os objetivos da futura CEI e os possíveis desdobramentos para a população.