O levantamento foi encomendado pela TV Atual / Record News, ouviu 500 eleitores, possui margem de erro de 4,3 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº GO-01895/2026
Os números da pesquisa IGAPE em Trindade deixam um recado direto e objetivo: a baixa aprovação do prefeito Marden Júnior
não é pontual nem isolada, mas resultado de problemas estruturais percebidos diariamente pela população. E esse cenário tende a gerar efeito cascata nas eleições de 2026.
Com apenas 38,2% de aprovação e 43,8% de desaprovação, o prefeito entra no período pré-eleitoral sem capital político para transferir votos e, pior, com risco real de rejeição indireta aos candidatos que vier a apoiar.
A pesquisa mostra que os principais problemas de Trindade estão diretamente ligados à esfera de responsabilidade da Prefeitura:
- Conservação das ruas: 35,8%
- Limpeza urbana: 25,0%
- Saúde: 16,2%
Ou seja, mais de 77% das queixas recaem sobre áreas básicas da gestão municipal.
Isso faz com que o eleitor associe diretamente o desgaste da cidade ao comando político local.
Em termos práticos: o eleitor não separa a figura do prefeito do grupo político que ele representa.
IMPACTO DIRETO NAS ELEIÇÕES DE 2026
🔹 Governo do Estado
Um prefeito com aprovação baixa tem dificuldade extrema de ser cabo eleitoral. O eleitor tende a fazer a seguinte leitura:
“Se ele não está cuidando bem da cidade, por que vou seguir a indicação dele para governador?”
Assim, qualquer candidato ao Governo de Goiás apoiado oficialmente pelo prefeito entra em Trindade carregando um passivo político, mesmo que tenha boa imagem estadual.
Deputados Estaduais e Federais
No caso de deputados, o impacto é ainda mais direto. Vereadores, lideranças de bairro e eleitores costumam punir politicamente grupos ligados a gestões mal avaliadas, evitando votar em nomes “do prefeito”.
Isso explica, inclusive, o alto índice de:
- “Nenhum desses”
- Indecisos
O eleitor não rejeita apenas nomes, mas o carimbo político da atual gestão.
Senado
Para o Senado, onde o voto é mais simbólico e emocional, o desgaste municipal pesa ainda mais. O eleitor tende a buscar nomes desvinculados da Prefeitura, reforçando candidaturas que consigam se apresentar como “alternativa”, não como continuidade.
Em cenários assim, o apoio do prefeito deixa de ajudar e passa a atrapalhar.
A pesquisa indica que, em Trindade:
- O prefeito não tem força para transferir votos
- Seu apoio tende a ser visto com desconfiança
- O eleitor pode punir candidatos associados à gestão municipal
- Candidatos independentes ou críticos à Prefeitura largam em vantagem
Em resumo:
O povo de Trindade dificilmente votará em quem o prefeito apoiar, enquanto os principais problemas da cidade permanecerem sem solução visível.



