- Nerópolis, Goiás, A lua de mel política do Prefeito Dr. Luiz não apenas despencou, mas se transformou em crise.
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Uma pesquisa do Instituto Voga, que circula no site Anápolis Diário, revela números alarmantes: apenas 44% da população avalia positivamente sua gestão (38% bom e 6% ótimo). Esse índice está dramaticamente aquém dos 56,15% dos votos que o elegeram em 2024, sinalizando que a confiança do eleitorado foi rapidamente dilapidada.
O que os números frios da pesquisa expõem é a fragilidade de uma administração marcada pela ingratidão política e uma perigosa imaturidade gerencial.
A Face da Ingratidão e o Preço Político
A principal ferida política da gestão Dr. Luiz é o rompimento desnecessário com seu parceiro e ex-prefeito, Gil Tavares.
Dr. Luiz foi alçado ao cargo de vice e, posteriormente, prefeito, graças ao inegável capital político e o apoio irrestrito de Tavares,
uma figura de alta aprovação em Nerópolis. Ao assumir o comando do município, em vez de consolidar a aliança vitoriosa, o atual prefeito optou por uma ruptura abrupta, centralizando o poder em seu núcleo familiar.
A manobra, amplamente atribuída à ascensão de seus filhos, Marcel Franco Araújo Farah (Procurador-Geral) e Daniel Franco Araújo Farah (Secretário de Gestão e Planejamento), aos postos-chave, minou a influência do grupo Tavares, gerando insatisfação e o que se configurou como uma verdadeira “Familiocracia” na prefeitura.
O resultado é previsível: o grupo que ajudou a colocá-lo na cadeira se tornou o principal foco de oposição e crítica. A política, com sua implacável lei de causa e efeito, parece não perdoar a ingratidão, e os 44% de aprovação são o primeiro sinal desse revés.
A Confissão da Piora: Números que Condenam
O dado mais devastador da pesquisa Voga reside na pergunta comparativa, um erro estratégico de quem quer que a tenha encomendado e divulgado:
“Comparando a atual gestão do Dr. Luiz com a anterior, o Sr diria que a administração de Nerópolis está: melhor, igual ou pior?”
As respostas não deixam margem para otimismo:
25,25% dos entrevistados afirmam que a gestão PIOROU.
15,75% dizem que MELHOROU.
O índice de percepção de piora é mais de 60% superior ao de melhoria.
O que torna esse resultado ainda mais inacreditável é que Dr. Luiz era o vice na gestão anterior. A população, ao dizer que a cidade piorou, está condenando indiretamente a inexperiência e as escolhas de gestão feitas, indicando que a separação política resultou em um déficit gerencial. A decisão de divulgar um dado que expõe o próprio prefeito como responsável por um retrocesso na administração é um atestado de imaturidade política sem precedentes.
O Futuro Sombrio de uma Gestão Fraca
A pesquisa Voga não apenas critica a performance, mas revela a fragilidade do prefeito politicamente e administrativamente.
Isolamento: A ausência de apoio do ex-aliado Tavares cria um vácuo de capital político que dificilmente será preenchido por quadros próprios ou familiares.
Desconfiança Popular: A queda de 12 pontos percentuais na aprovação em relação à votação indica que o eleitorado está se arrependendo rapidamente da escolha feita.
Vulnerabilidade: Com apenas 44% de aprovação, a oposição se sentirá encorajada, e as candidaturas de Gil Tavares ou de seus aliados em um futuro pleito se fortalecem exponencialmente. Em Nerópolis, o Prefeito Dr. Luiz Alberto precisa urgentemente escolher entre manter o isolamento e a “Familiocracia”, que provaram ser um erro caríssimo, ou buscar a redenção política e o diálogo para reverter a percepção de que sua gestão é fraca, ingrata e pior do que a anterior. O tempo corre, e os números não perdoam.
Quem não tem Gratidão, não tem Nada

