A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal retoma, nesta terça-feira, o julgamento de três deputados federais do PL, o Partido Liberal, acusados de desvio de emendas parlamentares. 
Os políticos são Josimar Cunha Rodrigues, conhecido como Josimar Maranhãozinho; Gildenemir de Lima Sousa, o Pastor Gil; e João Bosco da Costa, o Bosco Costa.
O grupo é suspeito de cobrar propina em troca do envio de recursos para o município de São José de Ribamar, no Maranhão.
Os deputados teriam pedido ao prefeito o pagamento de 25% do valor, cerca de R$ 1,6 milhão, para destinar R$ 6,6 milhões, em 2020.
A Procuradoria-Geral da República apontou a existência de uma organização criminosa voltada à comercialização de emendas.
Segundo a PGR, Josimar Maranhãozinho seria o líder e faria o controle e a destinação dos recursos.
Os três respondem pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa.
No total, são oito réus no processo. Os outros cinco são acusados de intermediar o recebimento da propina.
O julgamento começou na semana passada, com a leitura do relatório pelo ministro Cristiano Zanin.
Pela acusação, a PGR pediu a condenação de todos os envolvidos.
No geral, as defesas dos parlamentares pedem absolvição. Os advogados alegam inocência e negam o pedido de propina.
Nesta terça-feira, a sessão será retomada com o voto do relator, Cristiano Zanin, seguido dos demais ministros: Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino