A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli apresentou, nesta sexta-feira (10), recurso à Corte de Cassação da Itália para tentar impedir a extradição dela ao Brasil. A medida contesta a decisão da Corte de Apelação italiana, que, no mês passado, autorizou a repatriação. O processo ainda permitia contestação.
Segundo o advogado Fábio Pagnozzi, o recurso aponta supostas irregularidades no processo que tramitou no Brasil, além de questionar as condições do sistema prisional brasileiro e criticar a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (ATF) Alexandre de Moraes na condução do caso. A defesa também argumenta que não há correspondência direta na legislação italiana para o crime de invasão de sistema informático, atribuído à ex-parlamentar.
A Corte de Cassação é a instância máxima da justiça italiana, e a análise pode levar até seis meses. Caso a extradição seja mantida, a decisão final caberá ao Ministério da Justiça da Itália.
Prisão
Carla Zambelli foi presa em julho do ano passado, em Roma, após deixar o Brasil. Ela tem dupla cidadania e buscava permanecer no país europeu depois de ser condenada pelo STF a dez anos de prisão.
Condenação
A ex-deputada foi condenada pelo STF por ser a autora intelectual do ataque cibernético ao sistema no CNJ, o Conselho Nacional de Justiça. O crime foi executado pelo hacker Walter Delgatti, com o objetivo de emitir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Após a fuga para Itália, o governo brasileiro formalizou o pedido de extradição de Zambelli.
*Com informações da Agência Brasil