O presidente do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Charles Bento, afirmou nesta terça-feira (19) que o conflito envolvendo os deputados Amauri Ribeiro e Major Araújo não ficará sem consequências. Segundo ele, o colegiado deve discutir punições concretas após os recentes embates registrados no plenário da Casa.
De acordo com Charles Bento, a situação ultrapassou os limites aceitáveis do debate político e exige uma resposta institucional. O parlamentar informou que uma reunião híbrida do Conselho de Ética já foi convocada para esta quarta-feira (20), quando os integrantes irão analisar quais medidas poderão ser aplicadas aos deputados envolvidos.
O presidente do conselho afirmou que, nos últimos meses, a Assembleia havia conseguido reduzir os confrontos entre parlamentares por meio de diálogo e advertências internas. Ele citou que discussões anteriores envolvendo Amauri Ribeiro e a deputada Bia de Lima haviam diminuído após conversas da comissão. No entanto, segundo ele, os novos episódios reacenderam a preocupação dentro da Alego.
Charles Bento também rebateu críticas sobre uma suposta omissão do Conselho de Ética em casos anteriores. Segundo ele, o colegiado buscou inicialmente preservar a harmonia entre os parlamentares, mas agora considera inevitável a adoção de medidas mais duras. Ele destacou que os processos precisam ter um desfecho, seja com advertência, absolvição ou punição formal.
Ainda conforme o presidente, as penalidades serão definidas após análise do regimento interno e da gravidade da conduta de cada parlamentar. “A punição não pode ser igual para todos”, afirmou.
Charles Bento demonstrou preocupação com a escalada da tensão política dentro da Assembleia e alertou para o risco de os conflitos avançarem para agressões físicas. Para ele, uma punição pode ajudar a evitar novos episódios e preservar os próprios mandatos dos deputados.
O presidente da Alego, Bruno Peixoto, já havia anunciado anteriormente que o caso seria encaminhado ao Conselho de Ética. Na ocasião, ele declarou que a presidência da Casa não irá tolerar insultos e excessos na tribuna do Legislativo goiano.
Paralelamente, Major Araújo afirmou que prepara duas representações contra Amauri Ribeiro. Segundo o deputado, o colega possui histórico de agressões e teria levado um coronel armado ao plenário da Assembleia para intimidá-lo. Amauri Ribeiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.