Com a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, autoridades americanas afastaram a possibilidade de estabelecer um governo interino na Venezuela, optando por uma mudança de foco na política com relação ao país. Em vez de apoiar formalmente uma administração paralela, Washington tem concentrado seus esforços em medidas econômicas mais duras para pressionar o novo regime a adotar mudanças.
No centro dessa nova estratégia estão sanções ampliadas ao setor petrolífero venezuelano, que constitui a principal fonte de receita do país. A administração dos EUA tem reforçado um bloqueio e restrições sobre o comércio e operações da estatal de energia, como forma de limitar a capacidade do governo venezuelano de financiar suas atividades e responder às demandas internacionais.
O secretário de Estado americano ressaltou que os Estados Unidos não pretendem administrar diretamente o governo da Venezuela no dia a dia, mas usar a pressão econômica, especialmente sobre o petróleo, para buscar uma mudança de comportamento nas lideranças do país.
Essa nova postura representa uma inflexão na relação entre os dois países, após meses em que a ideia de um comando provisório vinha sendo discutida no contexto da crise política venezuelana desencadeada pela ação militar que resultou na captura de Maduro.