O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes arquivou, nesta quarta-feira (19), o inquérito que investigava a ex-deputada Carla Zambelli, do PL de São Paulo, pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. Uma apuração foi aberta antes de Zambelli ser presa na Itália, em julho, e verificava como ela deixou o Brasil.
Moraes acolheu o pediu da Procuradoria-Geral da República (PGR), que entendeu que não haveria provas suficientes para embasar outra denúncia contra a ex-deputada.
Condenação
Zambelli já foi julgada no STF em dois processos. No primeiro, foi condenada a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em outro, ela foi punida com cinco anos de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após perseguir um homem na véspera da eleição de 2022.
Fuga
Depois da condenação pela invasão ao CNJ, em maio de 2025, Zambelli fugiu do Brasil em busca de asilo na Itália, país do qual também é cidadã. A ex-parlamentar acabou renunciando ao mandato de deputada federal após o STF declarar a perda automática do cargo depois da condenação.
Zambelli foi presa na Itália em julho do ano passado, depois que o governo brasileiro pediu sua extradição, que ainda está em análise pela justiça do país europeu.