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ALEGO – A Disputa Pelo Comando da Casa Mais Badalada do Estado já começou

Analise por: Eube Carvalho

ALEGO – A Disputa Pelo Comando da Casa Mais Badalada do Estado já começou

As eleições de 2026 já estão logo ali e, enquanto o debate público se concentra nas chapas majoritárias, uma disputa silenciosa e estratégica acontece nos bastidores da política goiana: quem será o próximo presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) a partir de 2027.

O interesse nunca foi tão grande — e isso se explica pelo tamanho do poder que a Casa acumulou nos últimos anos.

Sob a presidência de Bruno Peixoto, a Alego atingiu um patamar inédito de força política, institucional e orçamentária. Foram quatro anos de protagonismo, presença em diversas regiões do Estado, ampliação de cargos estratégicos e um orçamento que transformou o Legislativo goiano em uma verdadeira potência política, algo jamais visto em números e influência.

Esse novo cenário despertou, em políticos experientes e também em nomes emergentes, um desejo antigo: comandar a Casa de Leis mais badalada e poderosa do Estado.

Issy Quinan: o atual vice da casa está no jogo

Entre os nomes mais comentados está Issy Quinan, ex-prefeito de Vianópolis e atual deputado estadual. Com forte capacidade de articulação e bom trânsito político, Issy aparece como um dos nomes viáveis para a presidência da Alego.

Nos bastidores, corre a informação de que ele contaria com a simpatia, e possivelmente o apoio, do vice-governador Daniel Vilela, que é presidente estadual do seu partido MDB, o que o colocaria em posição privilegiada numa eventual disputa interna entre os deputados.

Virmondes Cruvinel: experiência e construção de longo prazo

Outro nome que ganha força é o do deputado estadual Virmondes Cruvinel. Dono de vários mandatos, perfil técnico e atuação discreta, Virmondes construiu respeito interno ao longo dos anos.

Filho da atual vereadora por Goiânia, Rose Cruvinel, ele une tradição política e estabilidade, sendo visto por colegas como um nome de consenso, desde que saia das urnas em 2026 com uma votação expressiva.

Paulo do Vale: força regional e fator imprevisível

O ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, é considerado um dos nomes mais fortes, e ao mesmo tempo mais imprevisíveis, do cenário.

Há algumas leituras nos bastidores:

  1. Paulo pode compor uma chapa majoritária como vice-governador;
  2. Ou pode apostar tudo em uma candidatura a deputado estadual com um objetivo claro: presidir a Alego e comandar seu poderoso orçamento.

Qualquer uma das opções o coloca como peça central no xadrez político de 2026. Paulo é grande parceiro e um nomes de maior confiança do atual Governador Ronaldo Caiado.

Adib Elias: o retorno de um peso pesado

Outro nome que cresce com consistência é o de Adib Elias. Ex-prefeito de Catalão e ex-deputado estadual por diversas vezes, Adib retorna ao jogo.

Pesquisas internas apontam que ele pode ser um dos deputados estaduais mais votados de Goiás em 2026. Se isso se confirmar, Adib surge como candidato natural à presidência da Alego, unindo capital eleitoral, experiência administrativa e força regional, Além de contar também com a parceria do atual Governador Ronaldo Caiado.

Lissauer Vieira: o ex-presidente que quer voltar

O ex-presidente da Casa, Lissauer Vieira, também volta ao radar político. Responsável direto pela construção do atual prédio da Assembleia, Lissauer é pré-candidato a deputado estadual e trabalha com um objetivo claro: retomar o comando do Legislativo.

Ele aposta na memória institucional, no histórico de gestão e na articulação com antigos aliados para viabilizar esse retorno.

Romário Policarpo: o nome que pode chegar presidente já no primeiro mandato

E um nome que começa a ganhar força, e atenção, nos bastidores é o de Romário Policarpo, atual presidente da Câmara Municipal de Goiânia.

Romário preside o Legislativo da capital há vários anos, com algo raro na política: unanimidade entre os vereadores. É reconhecido pela capacidade de diálogo e comando firme, sendo parceiro direto de Bruno Peixoto no estilo de gestão e articulação.

Nos bastidores, cresce a avaliação de que Romário pode vencer a eleição para deputado estadual em 2026 e, já no primeiro ano de mandato, se tornar presidente da Alego, repetindo no Estado o mesmo modelo de liderança que exerce em Goiânia.

Romário é visto como aquele que senta à mesa com PL e PT, direita e esquerda, água e óleo, sem conflitos. Quando a batuta está em suas mãos, ninguém briga. Seu perfil de comando se assemelha muito ao de Bruno Peixoto: firme, agregador e estratégico.

Se esse capital político for transferido da Câmara Municipal para a Assembleia, Romário pode chegar como unanimidade também entre os deputados, algo raríssimo na política estadual.


A presidência da Alego começa a ser decidida agora

 

Embora a eleição para presidente da Alego aconteça apenas após a posse dos eleitos, a verdade é que essa disputa começa muito antes do voto.

Votação expressiva, apoio regional, alinhamento com o Executivo e capacidade de articulação interna serão determinantes. O que está em jogo não é apenas um cargo, mas o controle de uma engrenagem política poderosa, capaz de influenciar municípios, prefeitos, secretários e o próprio rumo do governo estadual.

Até 2026, o cenário segue aberto, e a política goiana, em ebulição.

A gente segue acompanhando.