Durante um evento realizado no Instituto Butantan, em São Paulo, na última segunda-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou com humor e direta franqueza sobre a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Lula disse que não busca confronto com o líder americano, usando uma frase bem coloquial: “Não quero briga com ele, não sou doido! Vai que eu brigo e ganho, o que eu vou fazer?” — comentário que provocou risos e serviu para suavizar a tensão diante de questões mais sérias de política externa.
Ele fez ainda uma alusão curiosa, dizendo que se Trump “conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião em um presidente” não teria começado a provocar o Brasil — uma forma irônica de defender a firmeza brasileira sem incitar hostilidade explícita.
Lula associa oscilação do dólar a Trump
No mesmo discurso, Lula também comentou sobre a economia brasileira. Segundo ele, a variação do dólar não seria reflexo direto da situação interna do Brasil, mas sim algo ligado ao “humor de Trump” — ou seja, opinou que fatores externos estão influenciando o câmbio no curto prazo.
Ele destacou que o dólar havia fechado naquele dia no menor valor em cerca de dois anos, negociado pouco acima de R$ 5,18.
Um recado diplomático com tom estratégico
Apesar da ironia, a fala de Lula tem um significado político claro: o Brasil não procura guerra com os Estados Unidos, mas quer defender seus interesses sem perder espaço no cenário internacional.
Em declarações recentes, Lula tem enfatizado a importância do multilateralismo — a ideia de que grandes temas globais, desde comércio até mudanças climáticas, devem ser debatidos por meio de cooperação entre países, e não por imposições unilaterais.